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PF diz que banco de Edir Macedo usou mesmo esquema do Master

PF diz que banco de Edir Macedo usou mesmo esquema do Master

Dois bancos, a mesma trama. A Polícia Federal apontou semelhanças entre o esquema investigado no Banco Digimais, pertencente ao bispo Edir Macedo, e o modelo de negócios que sustentou o Banco Master até sua liquidação pelo Banco Central. Segundo a PF, a instituição do líder da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) teria recorrido a manobras contábeis para ocultar sua real situação financeira e ampliar sua capacidade de captação de recursos.

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Fotos: Divulgação / Banco Digi+ e Reprodução / Facebook

De acordo com a investigação, o Digimais inflou o valor de ativos, ofereceu CDBs com remuneração acima da média do mercado e utilizou estruturas financeiras que, na avaliação da PF, serviram para dar aparência de solidez ao banco. Os investigadores citam, entre os exemplos, a superavaliação de títulos, imóveis e carteiras de crédito, além da substituição sucessiva de auditorias independentes para evitar ressalvas nos balanços financeiros. A operação também reforça a proximidade entre as duas instituições. O Digimais adquiriu ativos do Banco Master e chegou a negociar sua venda para Maurício Quadrado, ex-sócio de Daniel Vorcaro. (Folha)

O Bispo Edir Macedo, e o presidente da república, Jair Bolsonaro, durante visita ao templo de Salomão. Foto: Alan Santos/PR

Entenda as semelhanças apontadas pela PF entre as atuações dos bancos de Daniel Vorcaro e Edir Macedo. (Globo)

A ascensão do Digimais coincidiu com a chegada de executivos ligados ao círculo empresarial do bispo Edir Macedo aos principais cargos de comando da instituição. Entre os alvos da Operação Miragem está João Luiz Urbaneja, bispo da Igreja Universal que assumiu a presidência do Conselho de Administração do banco em 2024. Também é investigado Thiago Rodrigues Urbaneja, filho do bispo Urbaneja, que ocupava a presidência executiva do Digimais até o início deste ano. (Globo)

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E o Ministério Público de São Paulo arquivou, no mês passado, um pedido para investigar a autorização concedida pelo governo de Tarcísio de Freitas para que o Banco Digimais oferecesse empréstimos consignados a policiais militares do estado. O convênio firmado com o governo paulista foi publicado em setembro de 2025 e abriu ao banco um mercado potencial de mais de 80 mil PMs da ativa. O Republicanos, partido do governador, tem ligação umbilical com a Igreja Universal. (Metrópoles)

Já o BTG Pactual deve abandonar as negociações para a compra do Banco Digimais após a operação da PF, segundo fontes envolvidas na operação. As conversas, que já estavam paralisadas, dependiam de uma injeção de recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), alternativa que perdeu força após a deflagração da Operação Miragem. (Estadão)

Por Omeio

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