
Por Ornes Jr
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Tradições deixadas de lado e questionamentos sobre gastos abusivos
Os festejos juninos de 2026 em Itamaraju ficaram marcados por uma série de críticas envolvendo formato, custos e decisões administrativas. Para muitos observadores e parte da população, o evento representou um afastamento da tradição forrozeira que historicamente caracteriza o São João nordestino.

Um dos principais pontos levantados foi a realização do circuito principal em data próxima ao Dia dos Namorados. A escolha acabou reduzindo o potencial de movimentação do comércio local em uma das datas consideradas das mais importantes para o varejo no segundo trimestre do ano.

Também houve questionamentos sobre a antecipação do calendário festivo. A justificativa seria a de redução de custos com contratação de atrações tradicionais, porém esse argumento não se comprovou na pratica. Uma vez que houve pouca presença do forró tradicional no circuito principal, enquanto os gastos públicos alcançaram um dos maiores patamares já registrados para os festejos,(R$ 9.000.000,00) Nove Milhões de Reais.

Outro aspecto citado foi o atraso na ornamentação das ruas no centro da cidade, apontado como fator que teria diminuído o ambiente típico do período junino e reduzido o estímulo ao comércio, prejudicando outra vez as vendas no varejo local.

A exclusividade na venda de bebidas durante o evento também gerou reações entre diferentes setores da sociedade, que questionaram o impacto da medida sobre comerciantes locais, e também para populares que foram proibidos de levarem seus coolers para o barracão, tudo isso em função de um patrocínio irrisório de 25 mil reais.

Além disso, surgiram questionamentos sobre a empresa responsável pela estrutura do evento, que prestou serviço sem licitação. Parte das críticas se concentra em relação ao endereço da empresa, levantando pedidos por maior transparência e fiscalização por parte dos órgãos competentes. Uma vez que o endereço da empresa consta em um terreno baldio, localizado em município do ES, de acordo com o que foi apurado através de busca pelo google mapas.
Internauta visita o endereço declarado no cadastro da empresa e se depara com terreno baldio
No aspecto financeiro as críticas destacam-se pois em 2025 os festejos teriam custado cerca de R$ 4 milhões, já em 2026 o investimento teria alcançado aproximadamente R$ 9 milhões de reais de dinheiro público.

Também recebeu críticas a chamada Vila Junina, instalada na Praça Castelo Branco, um verdadeiro fiasco. Segundo relatos, havia expectativa de programação diária, apresentações folclóricas e maior valorização dos elementos tradicionais juninos, o que não teria se concretizado. E em meio a tudo isso o povo ainda perdeu o seu feriado do dia 24/06.
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Por fim, houve também nas redes sociais, a repercussão negativa sobre a viagem do secretário de Cultura, o Miguel Xavier, aos Estados Unidos. Após realizar festejo de 9 milhões de reais com dinheiro Público ele foi assistir o jogo do Brasil nos EUA na ultima quarta feira dia 24/06 que por coincidência foi dia de São João.
