
Peixe mais caro que no mercado? A conta que não fecha em Itamaraju
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A Semana Santa chegou e, como de costume, vieram as distribuições de peixes pelas prefeituras. Porém, em Itamaraju, o que era para ser solidariedade começa a levantar questionamentos com o preço pago.

A Gestão Jorge Almeida pagou R$ 25,50 pôr o quilo no atacado, no entanto no comércio local oferece o mesmo produto no varejo por valores entre R$ 17,99 e R$ 19,99. Sim, no varejo. Para o consumidor final.
A pergunta é inevitável: desde quando o poder público paga mais caro no caminhão fechado, do que o cidadão comum paga na prateleira?

Se considerarmos a margem comercial típica entre 30% e 35%, o próprio mercado indica que esse peixe pode ter sido comprado por lojistas por algo em torno de R$ 15,00 o killo. Isso coloca a diferença na casa dos R$ 10,00 por quilo, um “superfaturamento” que se aproxima de 65%.
Não é detalhe. Não é variação pequena. É uma diferença absurda. E quando a conta não fecha, o problema não é matemático. É administrativo. Mas o que aconteceu?
Falha na tomada de preços.Falta de planejamento?
Falta de cuidado com o dinheiro público. Ou é mesmo só a famigerada corrupção?

Todas são possibilidades, e nenhuma é confortável.
O que não dá! É para tratar isso como algo normal.Porque não é!
Dinheiro público não aceita improviso, ou descuido. Cada real gasto precisa ser justificado, explicado. Quando o município paga 65% acima do que o mercado pratica a obrigação de explicar não é opcional, deve ser imediata.
Jorge Almeida precisa dizer com clareza: Por que pagou mais caro no atacado do que o cidadão paga no varejo?
Porque pagou mais caro no caminhão fechado do que nos pagamos no mercadinho da esquina
Atenção prefeito, o silêncio como no caso dos valores dos “quebra-molas”, não vai ajudar.
Vai na verdade aumenta a desconfiança, de que algo na prefeitura pode estar cheirando mal.
No fim das contas, a pergunta é incômoda e simples:
Foi incompetência ou é algo que precisa ser investigado mais a fundo?
Quando o dinheiro é público, a dúvida não pode ser tratada como detalhe.
Ela precisa ser enfrentada.
E respondida.