Encerrar as cirurgias ortopédicas de fraturas em Itamaraju é uma decisão que ultrapassa o campo administrativo e atinge diretamente a vida das pessoas.Fratura não é só um osso quebrado é dor intensa, limitação de movimentos, afastamento do trabalho. É impacto emocional e risco real de complicações.

Quando o município deixa de realizar esses procedimentos na cidade, o paciente passa a enfrentar uma espera de 10 a 15 dias internado aguardando vaga em outra cidade. E essa espera cobra um alto preço.
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Durante esse período, aumentam os riscos de infecção hospitalar, trombose, perda de massa muscular, rigidez articular e piora do prognóstico funcional. Em muitos casos, o que poderia resultar em uma recuperação mais rápida e eficaz transforma-se em um processo mais longo, mais doloroso e com maior possibilidade de sequelas permanentes. O impacto não é apenas médico, mas também social e econômico.
São pais e mães afastados do trabalho, provedores longe de suas famílias, acompanhantes sobrecarregados e custos indiretos que recaem sobre toda a comunidade. Além disso, o leito hospitalar ocupado por longos dias à espera de regulação reduz a rotatividade hospitalar e compromete a assistência de outros pacientes que também necessitam de internação.
Há ainda o desgaste físico e emocional do deslocamento para outro município. O paciente, já fragilizado pela dor e pela incerteza, precisa enfrentar viagem, mudança de equipe médica e adaptação a uma nova estrutura hospitalar, muitas vezes distante da família, e do apoio emocional.
Manter a realização das cirurgias ortopédicas de fraturas no próprio município não é apenas uma questão de logística ou gestão, é uma questão de dignidade, eficiência e responsabilidade com a saúde pública.
Resolver o problema no tempo certo reduz complicações, diminui custos globais do sistema de saúde, libera leitos mais rapidamente e devolve o cidadão à sua rotina com mais segurança e qualidade de vida.
A saúde precisa ser resolutiva onde o paciente está. E Itamaraju já havia conquistado isso!
Cada dia de espera é um dia a mais de sofrimento que poderia ser evitado.
Mas quando a gestão só enxerga números, e se esquece que por traz de cada prontuário médico existe um ser humano…
… Aí a população começa a perceber que existe um tirano na cadeira do poder!
Por Redação EN