Por Ornes Jr
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A atuação política do prefeito de Itamaraju, Jorge Almeida, tem provocado críticas dentro e fora da base governista desde o início de sua gestão. Aliados apontam que o prefeito vem se afastando de lideranças que contribuíram para sua vitória eleitoral, incluindo figuras ligadas ao ex-prefeito Marcelo Angênica, responsável por grande parte do legado administrativo que conduziu Jorge Almeida ao poder.

Segundo interlocutores, o prefeito tem adotado comportamento personalista, tratando a sua vitória como resultado exclusivo de sua imagem, e não de um projeto coletivo construído ao lado de seu antecessor e de lideranças que compuseram seu palanque. Tal comportamento resulta no desprestígio de quadros políticos próximos a Dr. Marcelo e também de vereadores que integraram sua campanha.
A postura atribuída a Jorge Almeida vem sendo interpretada por setores da política local como sinal de vaidade e de um isolamento crescente. Há relatos de que o prefeito vem se comportando de maneira centralizadora, comparado por críticos a figuras da aristocracia que demandavam reverência — uma crítica que se repete em bastidores da Câmara e também entre lideranças comunitárias.
No campo administrativo, a avaliação predominante é de que a gestão ainda não encontrou uma linha clara de atuação. Obras como a revitalização da Lagoa do Jacaré e a reforma da Praça Castelo Branco têm sido destacadas pelo governo municipal, mas ambas foram planejadas e iniciadas na administração anterior.
O desgaste político pode trazer impactos nas eleições de 2026. Além de reconstruir sua base de apoio, Jorge Almeida terá a tarefa de assegurar a manutenção dos votos destinados a Tiago Correia e Adolfo Viana, representantes do PSDB na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara Federal. Analistas apontam que o prejuízo eleitoral será iminente para o prefeito em 2026.