
Eunápolis: O líder da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), Ednaldo Pereira Souza, o “Dada”, conseguiu escapar de uma operação policial na manhã desta segunda-feira (20), no Morro do Vidigal, Rio de Janeiro. Segundo a polícia, o traficante utilizou uma passagem secreta estreita para fugir, deixando a esposa e os filhos para trás. A ação, denominada Operação Duas Rosas II, é uma força-tarefa entre o Ministério Público da Bahia (MPBA) e as polícias civis baiana e carioca.

Apesar da fuga do alvo principal, os agentes prenderam Núbia Santos Oliveira, apontada como uma das principais operadoras financeiras da facção no Extremo Sul baiano. Núbia é esposa de Wallas Souza Soares, o “Patola”, que divide a liderança do grupo com Dada. Contra ela, pesavam dois mandados de prisão por tráfico e homicídio. Um segundo homem também foi detido em flagrante com um fuzil e drogas.
Dada é um dos 16 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024. Ele estaria escondido na Rocinha sob proteção do Comando Vermelho e aproveitou o feriado de Tiradentes para promover uma festa em uma casa alugada no Vidigal, onde recebia familiares e comparsas.
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A tentativa de captura resultou em um intenso tiroteio que assustou moradores e deixou turistas ilhados na região do Morro Dois Irmãos. O comércio local foi fechado temporariamente. Segundo o MPBA, o monitoramento dos fugitivos de Eunápolis é permanente, uma vez que as lideranças continuam a comandar o tráfico de drogas e articular ataques no Extremo Sul da Bahia mesmo à distância.

A operação é desdobramento de uma investigação mais ampla sobre a fuga no presídio de Eunápolis. Na primeira fase, realizada semana passada, foi preso o ex-deputado federal Uldurico Júnior.

Segundo a investigação, a então diretora da unidade prisional, Joneuma Silva Neres, afirmou em delação que houve pagamento de cerca de R$ 2 milhões para viabilizar a fuga de Dada e de outros detentos.
De acordo com o relato, o valor teria sido dividido, com parte destinada ao ex-parlamentar. A delação também menciona o nome do ex-ministro Geddel Vieira Lima, citado como suposto destinatário de parte dos recursos. Ambos negam envolvimento.
A defesa de Uldurico afirma que as acusações são falsas. Geddel também declarou não ter relação com o caso. As investigações continuam e, segundo o MP, o objetivo é capturar todos os fugitivos e esclarecer o funcionamento da organização criminosa.
Fonte: Radarnewes