
Por ornes Jr
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A Câmara Municipal de Itamaraju rejeitou, na última sessão antes do recesso parlamentar de 2026, o Projeto de Lei que pretendia estabelecer restrições à realização de intervenções por particulares nas estradas vicinais do município. A proposta, de autoria do presidente da Casa, vereador Chico Giló, foi derrotada por nove votos contrários.

Nos bastidores, segundo informações obtidas por fontes ouvidas pela reportagem, havia a interpretação de que o projeto teria sido elaborado pelo Poder Executivo e encaminhado por intermédio do Legislativo. Ainda de acordo com essas fontes, a principal motivação da proposta seria dificultar as ações do vice-prefeito Lê da LR, que tem participado de iniciativas de recuperação de estradas vicinais em diversas comunidades rurais, que vivem abandono total a muitos meses.

Desde o início da atual gestão do prefeito Jorge Almeida, moradores e produtores rurais têm relatado dificuldades em razão das condições de conservação das estradas vicinais. As vias são fundamentais para o deslocamento da população e para o escoamento da produção agrícola, um dos pilares da economia do município.

Itamaraju possui uma extensa malha de estradas rurais que atende diversos distritos e comunidades. Segundo produtores rurais, em muitos trechos a manutenção tem contado apenas com o apoio de associações, fazendeiros e ações coordenadas de forma particular pelo vice-prefeito.

A proposta foi rejeitada com os votos do grupo conhecido como G8, formado pelos vereadores Tia Ilma, Rose da Saúde, Binho da Farmácia, Galego de Drº Marcelo, Nêre do Marotinho, Felipe da Várzea Alegre, Bubu da Sinuca e Evalcy Enfermeira, além do vereador Domingos, do PT – Partido dos Trabalhadores.
Os nove vereadores contrários ao projeto, se opuseram ao capricho do prefeito, sustentando a posição que a medida prejudicaria diretamente os moradores do campo e a economia local.
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Com a derrota do projeto, permanece sem novas restrições a possibilidade de que proprietários rurais, associações e outros particulares realizem intervenções voluntárias nas estradas vicinais, observadas as normas legais vigentes, o que se consolida como um socorro, uma vez que as estradas não tem tido atenção por parte da atual gestão em Itamaraju.