
O ex-presidente Jair Bolsonaro vai deixar a Papudinha, onde estava preso, e poderá voltar para casa após ter alta médica. A prisão domiciliar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes ainda não é definitiva. De acordo com o despacho do ministro, ela terá duração inicial de 90 dias, contados a partir da alta médica, e será reavaliada ao fim desse período. Internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de broncopneumonia, Bolsonaro deverá seguir para sua residência na capital após sair do hospital.

A decisão estabelece que o período servirá para a recuperação do ex-presidente. Moraes também impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e restrição de deslocamento, com envio diário de relatórios de monitoramento ao STF. (Metrópoles)
Os últimos dias foram marcados por intensas articulações nos bastidores envolvendo familiares do ex-presidente e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Nos dias que antecederam a decisão, aliados buscaram reforçar o pedido junto ao Supremo. O senador Flávio Bolsonaro e o advogado Paulo Cunha Bueno se reuniram com Moraes, enquanto Tarcísio também abordou o tema em conversas com ministros. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também se reuniu com Moraes. (Estadão)
Mesmo com o estado de saúde de Bolsonaro a inspirar cuidados, o ministro Alexandre de Moraes preferiu garantir que não haverá uma tentativa de fuga. Em seu despacho ele determinou que a Polícia Militar do DF faça a vigilância da residência do ex-presidente durante a prisão domiciliar. A decisão prevê controle rigoroso, com vistoria e registro de todos os veículos que entrarem ou saírem do imóvel, incluindo identificação de motoristas e passageiros. Visitantes deverão ser revistados e terão celulares e dispositivos eletrônicos recolhidos, para garantir o cumprimento da proibição de comunicação externa. (Folha)