
Por Ornes Jr
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O volume de dinheiro injetado pela Prefeitura na Viação Itamaraju tem chamado a atenção de diversos setores da cidade. Muitos já se perguntam: trata-se de uma empresa pública ou privada?

Se já não bastassem os mais de R$ 2 milhões destinados à empresa por meio de convênios e emendas parlamentares nos primeiros 15 meses de governo, neste mês de maio foi publicada uma licitação com valor superior a R$ 4,6 milhões.
O valor será destinado à compra de vales-transportes. Segundo o documento, seriam 96.800 vales por mês. Agora, deixando a opinião política de lado, vamos aos números.
Veja valores do governo anterior:

Se dividirmos 96.800 vales por dois vales diários para cada servidor e, posteriormente, pelos 22 dias úteis do mês, chegamos ao resultado de aproximadamente 2.200 servidores utilizando o transporte duas vezes ao dia. E é justamente aí que a conta não fecha.
Valores no atual governo:

Considerando que boa parte dos servidores inicia suas atividades por volta das 7h da manhã, seriam necessários mais de 50 ônibus operando simultaneamente para atender essa demanda. No entanto, é público e notório que a Viação Itamaraju não dispõe atualmente de uma frota compatível com essa prestação de serviço.
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Outro ponto importante é o fato de uma lei municipal retirou a cobrança de parte desse vale-transporte do contracheque do servidor. Isso abre caminho para que a empresa receba pelos vales mesmo sem necessariamente fornecê-los, já que o servidor deixaria de ter o desconto em folha e, consequentemente, poderia não ter conhecimento sobre eventuais cobranças realizadas em seu nome.
Nas rodas de conversa da cidade, já surgem questionamentos sobre possível favorecimento à empresa com dinheiro público. Também se pergunta a quem pertence a empresa e quais razões justificam que o poder público invista quase R$ 7 milhões em uma empresa privada em menos de dois anos de mandato.
